Jordaniano acusado de insultar o Islã morto a tiros fora do tribunal

O escritor Nahed Hattar estava enfrentando acusações de blasfêmia por causa do cartoon satírico do Estado Islâmico

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Nahed Hattar, um escritor jordaniano acusado de ofender o Islã com um desenho satírico que ele compartilhou no Facebook, foi morto a tiros fora do tribunal em Amã.

O suspeito atirador, identificado pelas autoridades como Riad Abdullah, 49, entregou-se à polícia logo após o tiroteio. De acordo com fontes de segurança, ele era 'conhecido como extremista', o Jordan Times diz.

Um membro da família do escritor disse que responsabilizou o primeiro-ministro da Jordânia, Hani al-Mulki, pela morte de Hattar.



'O PM foi o primeiro a incitar Nahed quando ele ordenou sua prisão e o levou a julgamento por compartilhar o cartum', disse Saad Hattar. 'Isso incendiou o público contra ele e levou à sua morte.'

Hattar foi detido em agosto por 15 dias sob a acusação de insultar a Deus, depois de publicar o desenho animado retratando 'um homem barbudo deitado na cama com duas mulheres e fumando, pedindo a Deus que lhe trouxesse uma bebida', o BBC diz.

Hattar havia defendido o desenho animado, dizendo que não era sua intenção insultar o Islã, mas expor como Ísis 'vê Deus e o céu'.

Ele era uma 'figura controversa da esquerda da política jordaniana', O guardião diz. Ele já havia sido acusado de insultar o rei do país.

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